Bem amigos do poker, bom dia…

Os pares de mãos iniciais menores que cinco, são “pares de morte”. Chamo-os assim porque jogá-los de all-in pré-flop é correr enorme risco de vida!
O fato de estar com os mesmos naipes é apenas para efeito visual.
No início do torneio procuro pagar menor aposta possível para ver o flop, com o intuito único de trincar no flop. Precisa-se ficar atento que se não acertar o set é instafold, abandonar imediatamente a mão.
Se sou o primeiro a dar ação à mesa, prefiro entrar de limp, apenas completar o blind. Se há ação, tenho tendência a pagar a aposta para ver o flop, na intenção de acertar a trinca.
Do meio do torneio para frente vou alterando a maneira de jogar, aumentando a dose de riscos a correr, principalmente quando não houve ação na mesa e sou o primeiro a abrir o pote. Geralmente abro raise padrão de 3 BB.
Pockets of Dead são cartas excelentes para aplicar 3-bet, exceto na fase inicial do torneio, conforme acima.
Raramente, mas raramente mesmo, para não dizer nunca, darei call em all-in com estes pares. São pares de morte. Como torneio é sobrevivência porque correr risco, desnecessário, de colocar sua vida e permanência na competição em jogo?
Analisemos: Se o adversário anuncia all-in, ele possui One Hand, uma mão, conceito que veremos mais tarde. Dificilmente nossos Pockets of Dead serão favoritos, significativamente, para vencer um duelo onde todo board é aberto. Mesmo um semi-blefe terá grande possibilidades de derrotar estes “pares de morte”.
Agora, nos estágios finais do torneio poderei, se ninguém ainda entrou no pote anunciar all-in com estas cartas.
De maneira geral é sempre assim: À medida que o torneio se aproxima do fim, as cartas iniciais vão aumentando “teoricamente” seu valor.
Isto se explica porque com o aumento dos blinds e ante (se houver), um roubo de blind geralmente é significante em relação ao seu monte de fichas, razão pela qual vale à pena tentar roubá-lo.
GG ALL