Bem amigos do poker, bom dia...

O anel externo de The Mandala of Poker contém os grupos de cartas jogáveis da mesma maneira pré-flop. Separados, cada grupo, por círculos contendo naipes do baralho.
Há somente um grupo composto por apenas duas cartas que é o Big Little Pair. São AK, independente de seus naipes. A tradução seria assim, do tipo: “Grande parzinho”!
O nome já induz a uma reflexão. Ele é num grande, pequeno par. Deve ser jogado separadamente de qualquer outro grupo de mãos iniciais.
Acredito ser um enorme erro, como a maioria dos jogadores faz, em considerar AK com a mesma força de AA e KK. Chamando-os de grupo um.
Numa mão inicial de all-in pré-flop, o menor dos pares (22) está na frente de AK, tendo probabilidades de vencê-lo entre 51,93% e 52,75% se AK não são do mesmo naipe. Caso AK é naipado as probabilidades ficam praticamente empatadas. Metade das vezes ganha e metade das vezes perdem.
Vale à pena frisar que o fato de quaisquer cartas iniciais serem do mesmo naipe aumenta em apenas cerca de 3% a 4% as probabilidades de torná-las ganhadoras no pré-flop. Por isso jogar uma mão apenas porque “são naipadinhas”, é, na minha avaliação, um erro!
Então, como jogar o Big Little Pair? Resposta: Com muita cautela. E, depende do estágio do torneio, da sua posição na mesa e de seu stack efetivo.
Veremos mais tarde sobre as fases do torneio, que é o anel central da Mandala. Mas, para entender precisamente a maneira de jogar os grupos de cartas precisamos antecipar este conceito sobre os intervalos de um torneio.
Considero para dividir as fases do torneio tão somente o average e os valores dos big blinds.
Fase inicial: Average acima de 50 BB.
Meio do torneio: Average entre 50 BB e 20BB.
Estágio transitório: Average entre 20 BB e 10 BB.
Final: Average abaixo de 10 BB.
Exemplo: Blinds 300-600 – Average 23.500 = Meio do torneio.
Seria bom guardar estas divisões do torneio porque iremos utilizá-las seguidamente na descrição de The Mandala of Poker.
Continuaremos no próximo post...
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